quinta-feira, 16 de julho de 2015

UM FILME PARA TODA A FAMÍLIA CARTAS PARA DEUS

Tyler Doherty (Tanner Maguire) é vítima de câncer e trava uma batalha diária contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady (Jeffrey Johnson), vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real.

Esse é um filme muito comovente que, emociona a todos que assiste.

Cartas para Deus é um filme baseados em fatos reais que conta a historia do Tyler que é uma pequena criança que sofre de um câncer e que tentar ter uma vida normal, lutando contra o seu maior problema. Buscando forças em algum lugar ele começa a escrever cartas para Deus e colocá-las no correio, mas nunca recebia uma resposta já que os empregados do correio não sabiam o que fazer. Porém Deus sempre sabe o que faz, e o carteiro que sempre passava na rua de Tyler sai de férias e chega um outro que o substitui é Brandy. Brandy é um cara que sofria problemas em sua família, ao recebe-las também não sabe oque fazer, mas ao ler as cartas, e ser transformado por palavras tão simples e puras, acaba descobrindo para quem entrega-las.
Lindo é depois de toda essa história é que tem inúmeros casos de pessoas que venceram o câncer e ganharam uma vida.
Cartas para Deus” é ótimo filme, muito emocionante e quando necessário é divertido de ser assistido. Sua história possui um lado mais “cristão”, tratando-se de uma história real, que deve ser vista não apenas por esses mas também por aqueles que talvez não acreditem nas ideologias. Dê uma chance para esse, prenda-se a essa história que Deus faz o restante.
Tyler Doherty (Tanner Maguire) é vítima de câncer e trava uma batalha diária contra a doença que o consome. Amado por sua família e pelos amigos, o menino de apenas oito anos não se deixa abalar e escreve cartas diariamente endereçadas para Deus. O carteiro Brady (Jeffrey Johnson), vivendo problemas pessoais, não sabe o que fazer com elas num primeiro momento, mas a bravura do jovem autor acaba provocando grandes mudanças em suas vidas. Inspirado em uma história real.

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O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A RUBÉOLA



Rubéola

Rubéola, também conhecida como sarampo alemão, é uma infecção contagiosa causada por vírus e caracterizada por erupções vermelhas na pele. É uma doença exantemática aguda, de etiologia viral, que apresenta alta contagiosidade, acometendo principalmente crianças. Doença de curso benigno, sua importância epidemiológica está relacionada ao risco de abortos, natimortos e malformações congênitas como cardiopatias, catarata e surdez, denominada síndrome da rubéola congênita (SRC) quando a infecção ocorre durante a gestação. 
CAUSAS
O agente infeccioso da rubéola é um vírus pertencente ao gênero Rubivirus, família Togaviridae. A rubéola é transmitida pelas vias aéreas, através de perdigotos (gotículas de saliva), como a maioria das infecções virais de transmissão aérea. O vírus da rubéola é altamente contagioso e costuma ser transmitida por espirros, tosse, beijo, talheres, ou mesmo através de conversas, caso haja tempo e proximidade suficientes para contato com perdigotos.
O período de incubação da rubéola, ou seja, o intervalo de tempo entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas, é em média de 14 a 18 dias. Entretanto, o individuo contaminado já torna-se contagioso entre uma a duas semanas antes da infecção se tornar clinicamente aparente. Isso significa que poucos dias depois de ter sido contaminado, e antes de qualquer sintoma, o paciente já é capaz de passar o vírus para outras pessoas. Em muitos casos a infecção pela rubéola é tão fraca que passa despercebida, o que não impede, porém, que o paciente contamine outras pessoas. Por este motivo, muitos indivíduos com rubéola não conseguem identificar quem os contaminou.
O vírus da rubéola habitualmente invade o organismo pelas vias aéreas, mas cinco a sete dias após a contaminação já se encontra espalhado por todo o corpo, podendo ser encontrado no sangue, urina, pulmão, liquor, pele, etc. Após o aparecimento do rash, a taxa de transmissão começa a cair, deixando o paciente de ser contagioso 5 ou 7 dias depois. 
A doença também pode ser congênita, podendo ser transmitida de mãe para filho ainda durante a gravidez. 

SINTOMAS 
Os principais sintomas da rubéola costumam ser leves e difíceis de serem notados, especialmente em crianças. Quando surgem, os sinais da doença demoram geralmente de duas a três semanas após a exposição com o vírus para se manifestar e duram, em média, de dois a três dias. O principal deles é o surgimento de erupções vermelhas pela pele, que aparecem primeiramente no rosto e depois vão se espalhando pelo tronco, braços e pernas. Entre os outros sintomas da rubéola estão:
· Febre leve
· Dor de cabeça
· Congestão nasal
· Inflamação nos olhos (avermelhados)
· Surgimento de nódulos na região da nuca e atrás das orelhas
· Desconforto geral e sensação de mal-estar constante
· Dor muscular e nas articulações

FATORES DE RISCO
· Ter contato próximo com uma pessoa infectada com rubéola é um grande fator de risco para o contágio.
· Não tomar a vacina tríplice viral, que age também contra o sarampo e a caxumba, pode tornar a pessoa vulnerável ao vírus causador da rubéola
· Recém-nascidos costumam ser a faixa etária de maior risco, uma vez que ainda não foram vacinados contra a doença. Os adultos, por outro lado, não estão livres da rubéola só porque foram vacinados. Pode acontecer de a vacina perder a eficácia e deixar de proteger a pessoa completamente, por isso é recomendável que se tome um reforço da vacina alguns anos após a primeira dose.

BUSCANDO AJUDA MÉDICA
Procure auxílio médico se você ou seu filho apresentarem os sintomas típicos da rubéola.
Se você tem planos de engravidar, consulte um médico para se informar sobre a vacina contra rubéola. Contrair a doença durante o primeiro trimestre da gestação pode causar sérios riscos à saúde do bebê, podendo inclusive levar à má-formação de órgãos e à interrupção da gravidez. A rubéola, durante a gestação, é a principal causa de surdez congênita.
DIAGNÓSTICO 
As erupções na pele causadas pela rubéola se parecem com qualquer outras erupções provocados por doenças similares, por isso um exame físico não basta para confirmar o diagnóstico. O médico, então, pedirá por exames laboratoriais para ter certeza de que se trata de uma infecção por rubéola.
Um esfregaço nasal ou da garganta pode ser enviado para cultura. Também pode ser feito um exame de sangue para verificar se a pessoa está protegida contra a rubéola. Todas as mulheres com possibilidade de engravidar deveriam fazer esse exame. Se o exame der negativo, elas receberão a vacina.

TRATAMENTO
Não há tratamento disponível para interromper a infecção por rubéola, mas os sintomas são tão leves que o tratamento não costuma ser necessário. No entanto, para evitar a transmissão do vírus para outras pessoas que eventualmente não foram vacinadas ou estão precisando tomar o reforço da vacina, os pacientes devem permanecer em casa durante o período de altas chances de contágio.
Se você estiver grávida, converse com seu médico sobre a melhor forma de combater a infecção e impedir que o bebê seja infectado também. As medidas tomadas contra o vírus podem reduzir os sintomas, mas não elimina a possibilidade de a criança nascer com rubéola congênita.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES 
Apesar de rubéola ser uma doença considerada branda, pode acontecer de ela evoluir para complicações mais sérias, como otite média e até encefalite.
Grávidas podem apresentar artrite nos dedos, pulsos ou nos joelhos, que pode durar aproximadamente um mês.
As consequências da rubéola para um recém-nascido que herdou a doença da mãe, no entanto, podem ser graves. Entre elas estão:
· Deficiência intelectual
· Catarata
· Surdez
· Problemas cardíacos congênitos
· Defeitos no funcionamento de alguns órgãos
· Retardo no crescimento

PREVENÇÃO
Vacinação é o meio mais seguro e eficaz de se prevenir rubéola. A vacina da rubéola é recomendada para todas as crianças. Normalmente, é aplicada em bebês de 12 a 15 meses, mas algumas vezes é administrada antes e durante epidemias. Uma segunda vacinação (reforço) é aplicada rotineiramente em crianças entre quatro e seis anos. A tríplice viral é uma vacina combinada que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a vacina tetra viral protege também contra catapora.

RUBÉOLA CONGÊNITA
A Rubéola congênita é uma infecção congênita aparentemente em declínio no Brasil, já que o calendário vacinal atual do Ministério da Saúde possui a tríplice viral e tem feito várias campanhas de vacinação para mulheres em idade fértil.
A infecção pelo vírus da rubéola poderá resultar em várias malformações fetais dependendo da fase gestacional em que ocorreu a infecção (quanto mais precoce a infecção materna, maior a probabilidade de alterações fetais). Ocorrerá defeitos congênitos em aproximadamente 90% dos recém-nascidos infectados nas primeiras 11 semanas de gestação. Já entre a 13ª e 16ª semana gestacional o risco de infecção é menor, sendo o aparelho auditivo o mais afetado. Quando o contágio é adquirido após o quarto mês de gestação, geralmente não ocorrerá malformações fetais nem persistência do vírus.

DIAGNÓSTICO NA GESTAÇÃO
O diagnóstico materno é realizado por meio de sorologia, com presença de títulos de IgM  ou títulos de IgG em elevação.

MODO DE TRANSMISSÃO
A Rubéola é transmitida através de secreções respiratórias (tosse, saliva e espirros) de um individuo contaminado. A transmissão começa uma semana antes do aparecimento das lesões de pele e termina uma semana depois do mesmo.
Hoje, a doença está controlada no Brasil pois a partir de 1992 a vacina MMR, contra caxumba, sarampo e rubéola foi adicionada ao calendário vacinal brasileiro. Além disso, são realizadas campanhas periódicas para vacinação de mulheres em idade fértil a fim de evitar a rubéola congênita.
Assim, uma mulher que pretende engravidar deve observar se apresentou vacinação para rubéola e se não tem a informação se vacinar e aguardar um mês para engravidar. A vacina não pode ser realizada durante a gestação.

HISTÓRIA CLÍNICA
Mais de 50% dos RN infectados são assintomáticos. As principais manifestações clínicas são: deficiência auditiva neurossensorial geralmente bilateral, sendo esta a manifestação clínica mais comum da rubéola congênita.
Além disso, os recém nascidos podem apresentar diminuição do crescimento intra-utero, manifestações cardíacas, manifestações oculares (catarata geralmente bilateral, glaucoma, microftalmia), microcefalia (diminuição do crescimento cerebral), meningoencefalite, lesões ósseas.

DIAGNÓSTICO NO RECÉM-NASCIDO
O diagnóstico do RN é sugerido pela presença das manifestações clínicas da rubéola congênita. O diagnóstico laboratorial da rubéola é sorológico semelhante ao materno. O diagnóstico sorológico do RN ocorre se houver presença de IgM positivo no sangue. Se o neonato apresentar IgM negativo e IgG positivo, o acompanhamento sorológico deverá ser mantido, com testes pareados para se avaliar a persistência ou os títulos ascendentes de IgG, que também sugere o diagnóstico da patologia.
Além do diagnóstico sorológico, a síndrome de rubéola congênita pode ser confirmada pelo isolamento do vírus em secreções nasofaríngeas, conjuntiva, urina, fezes, líquor, sendo mais utilizado o swab de nasofaringe. O neonato pode eliminar o vírus durante vários meses, em geral, durante todo o primeiro ano de vida.

ACOMPANHAMENTO DO RECÉM-NASCIDO
Todo RN com suspeita de rubéola congênita deverá realizar avaliação audiométrica e oftalmológica, hemograma, radiografia de ossos longos, ecocardiografia e ultrassonografia transfontanela (popularmente conhecido como mulera).

TRATAMENTO
Não existe tratamento medicamentoso para o vírus da rubéola congênita, porém algumas malformações são passiveis de correção cirúrgica como as cardiopatias congênitas e catarata.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM
A enfermagem atua quanto à prevenção da doença, sendo a vacinação a única maneira de preveni-la. O esquema vacinal vigente é de uma dose da vacina Tríplice viral aos 12 meses de idade e um reforço entre 4 e 6 anos. Caso a mulher chegue à idade fértil sem ter sido previamente vacinada, deverá receber uma dose da vacina tríplice viral. Portanto a Enfermagem atua na orientação e educação referente a esta doença, devendo ressaltar a importância da imunização, exigindo empatia e responsabilidade por parte da enfermagem quanto à educação, a fim de promover a compreensão e aliviar qualquer culpa que a paciente possa a vir sentir. Sabendo que o Rn adquiriu rubéola durante a gestação, deverá ser acompanhado no primeiro ano de vida.
· Orientar quanto ao o uso de medicamentos conforme a prescrição médica para aliviar a febre e o desconforto causado pelas dores.
· Orientar para evitar ir ao trabalho, escola, faculdade ou frequentar ambientes sociais, a fim de evitar a transmissão do vírus para outras pessoas.
· Orientar os familiares e quanto ao risco de os mesmo está contaminado.



Sarcoma de Kaposi é uma das formas mais complicadas de câncer de pele

O sarcoma de Kaposi é um câncer que se desenvolve nas paredes dos vasos linfáticos e pode simultaneamente aparecer em diferentes regiões do corpo. Costuma apresentar-se na pele, mas outros órgãos internos, como nódulos linfáticos, pulmões e sistema digestivo também podem ser acometidos. 
As células anormais do sarcoma de Kaposi formam lesões roxas, vermelhas e marrons na pele. Essas lesões na maioria das vezes aparecem nas pernas ou no rosto e geralmente não causam sintomas. Algumas lesões nas pernas ou na região da virilha podem causar inchaço e dor.

FISIOPATOLOGIA
As primeiras pesquisas sobre o sistema imunológico dos pacientes com a forma nodular clássica do Sarcoma de Kaposi não revelou qualquer anormalidade. Contudo com a identificação do Sarcoma de Kaposi nos pacientes com SIDA, tem sido esclarecida a base imunológica da patogenia deste tumor:

1. Alteração da imunidade celular – evidenciada por uma redução na quantidade de linfócitos T auxiliares/indutores, aumento do número de linfócitos T supressores/ citotóxicos e aumento da relação entre células T auxiliares e supressoras. Também há diminuição da relatividades na cultura de linfócitos mistos.
2. Infecção associada pelo citomegalovírus – evidências epidemiológicas em homossexuais com HIV evidenciam a participação direta de um agente infeccioso. Isso também é sugerido pela ocorrência endémica do Sarcoma de Kaposi na África Equatorial. O citomegalovírus tem sido identificado em algumas culturas celulares sendo os antígenos deste vírus encontrados em grande percentagem dos pacientes. As infecções deste vírus podem suprimir o sistema imunológico e o próprio vírus atua como um agente oncogénico, com tropismo para células endoteliais.
3. Predisposição genética – um significativo aumento na frequência dos alelos HLA-DR5 tem sido detectado em homens homo e heterossexuais. O grupo DR5 também tem sido detectado com maior frequência em negros, italianos e judeus. O antígeno HLA-DR5 encontrado no endotélio vascular também tem sido demonstrado nas células tumorais.

CLASSIFICAÇÃO

O sarcoma de Kaposi se divide em diferentes formas epidemiológicas, com alterações celulares muito semelhantes: 
· Sarcoma de Kaposi Epidêmico (relacionado à AIDS)
O tipo mais comum de sarcoma de Kaposi é o relacionado com a AIDS, que se desenvolve em pessoas que foram infectadas pelo HIV.
Uma pessoa HIV-positivo, não necessariamente tem AIDS. O vírus pode estar presente no corpo por um longo período de tempo, inclusive por muitos anos, antes de causar a doença. A AIDS começa quando o vírus danifica gravemente o sistema imunológico, resultando em certos tipos de infecções e outras complicações médicas, incluindo o sarcoma de Kaposi. Quando o HIV danifica o sistema imunológico, pessoas que estão infectadas por vírus específicos (herpes vírus do sarcoma de Kaposi KSHV) são mais propensas a desenvolver sarcoma de Kaposi.
· Sarcoma de Kaposi Clássico (Mediterrâneo)
O sarcoma de Kaposi clássico ocorre principalmente em pessoas mais velhas do Mediterrâneo, Leste Europeu e Oriente Médio. É mais comum em homens do que em mulheres.
Os pacientes geralmente têm uma ou mais lesões nas pernas, tornozelos ou plantas dos pés. Em comparação com outros tipos de sarcoma de Kaposi, as lesões deste tipo não têm crescimento rápido e as novas lesões não se desenvolvem com muita frequência.
O sistema imunológico dos pacientes com sarcoma de Kaposi clássico não é tão frágil quanto dos pacientes com o sarcoma tipo epidêmico, porém é mais frágil que o normal. O fato de envelhecer naturalmente enfraquece um pouco o sistema imunológico. Quando isso ocorre, as pessoas que têm a infecção KSHV são mais propensas a desenvolver o sarcoma de Kaposi.
· Sarcoma de Kaposi Endêmico (Africano)
O sarcoma de Kaposi endêmico ocorre em pessoas que vivem na África Equatorial e às vezes é denominado de sarcoma de Kaposi africano. A infecção SKHV é muito mais comum na África do que em outras partes do mundo, o que aumenta o risco de desenvolver o sarcoma de Kaposi. Outros fatores na África provavelmente também contribuem para o desenvolvimento do sarcoma de Kaposi, uma vez que a doença afeta um grupo amplo de pessoas o que inclui crianças e mulheres.
O sarcoma de Kaposi endêmico tende a ocorrer em pessoas com menos de 40 anos. Raramente uma forma mais agressiva do sarcoma de Kaposi endêmico é visto em crianças antes da puberdade. Geralmente afeta os gânglios linfáticos e outros órgãos, podendo progredir rapidamente.
O sarcoma endêmico era o tipo mais comum na África, até a AIDS se tornar a doença mais prevalente na região.
· Sarcoma de Kaposi Iatrogênico (relacionado ao Transplante) 
Quando o sarcoma de Kaposi se desenvolve em pacientes transplantados é denominado iatrogênico. A maioria dos pacientes transplantados usam medicamentos para impedir a rejeição do novo órgão, que enfraquecem o sistema imunológico do corpo, aumentando a possibilidade da pessoa infectada com KSHV vir a desenvolver sarcoma de Kaposi. A interrupção do uso dos medicamentos imunossupressores ou a diminuição da dose muitas vezes faz com que lesões do sarcoma desapareçam ou regridam. 
· Sarcoma de Kaposi em Homens Homossexuais HIV negativos

Já existem relatos de sarcoma de Kaposi entre homens homossexuais não infectados com o HIV. Neste grupo, os casos de sarcoma de Kaposi são similares aos casos de sarcoma de Kaposi.

EPIDEMIOLOGIA 

O SK ficou mais conhecido em 1981, quando foram classificados 26 casos entre homossexuais masculinos da Califórnia e da cidade de Nova York, confirmando a associação entre o SK e a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. 
O SK é a neoplasia mais comum entre os pacientes com AIDS e a infecção pelo HIV é o mais importante fator de risco para seu aparecimento. O risco de SK entre os infectados pelo HIV é 20.000 vezes maior que na população geral. Nesses doentes infectados com o HIV o SK é uma doença que define o quadro de SIDA. Tem-se observado quadros com evolução muito agressiva, conduzindo à morte, sobretudo em doentes com infecção HIV com imunossupressão grave não tratada. Nesses casos a sobrevida média após o diagnóstico tem sido um ano. Em muitos casos é possível a estabilização ou completa remissão dos tumores apenas pela reconstituição imunitária e diminuição da carga viral.

CAUSAS
· Endêmicas ou sarcoma de Kaposi Africano afeta homens adultos jovens na África equatorial, com sistema imune normal. Até 9% de ugandês homens sofrem desta condição. Às vezes, as crianças podem ser afetadas também.
Neles, o câncer invade os gânglios linfáticos e canais linfáticos e poupa a pele. Este é geralmente associada com propagação para outros órgãos pode ser fatal.
· Relacionados ao transplante ou adquirido sarcoma de Kaposi. Pacientes após um transplante de órgão precisam de imunidade, suprimindo a drogas. Isso impede que a imunidade do paciente atacando e matando o órgão transplantado recentemente. Esses pacientes a imunidade, suprimindo as drogas correm o risco de sarcoma de Kaposi.
· Epidemia ou HIV associado sarcoma de Kaposi. Esta é a causa mais comum de sarcoma de Kaposi.
· Vírus de herpes associado sarcoma de Kaposi (KSHV) ou vírus herpes humano 8 (HH8) é uma infecção comum que pode levar a sarcoma de Kaposi. KSHV pertence a família de vírus de herpes.
Este vírus é semelhante ao vírus Epstein - Barr. O vírus EB causa mononucleose infecciosa ou febre glandular e contribui para vários tipos de câncer como linfomas.
O KSHV traz material genético para as células. Estes alterados genes causa as células para dividir demais e desnecessariamente, levando ao câncer. HHV-8 não causa o sarcoma de Kaposi em todos que desenvolve o vírus. O vírus só parece causar sarcoma de Kaposi em pessoas com alto risco.
FATORES DE RISCO
Fatores de risco de contrair o sarcoma de Kaposi incluem:
· Homens são mais comumente afetadas. Em países africanos pacientes do sexo masculino que não são HIV positivos são mais frequentemente afetados com o vírus do que as fêmeas.
· Homens de origem mediterrânea, Médio Oriente ou África e de ascendência judaica são mais em risco. Isto pode ser devido uma vulnerabilidade herdada ao vírus da HH8.
· Homens que têm sexo com homens estão mais em risco. Parceiros homossexuais como heterossexuais de sarcoma de Kaposi pacientes correm o risco de infecção de HH8.
· Aqueles com uma imunidade suprimida com infecção de HIV AIDS correm um maior risco de sarcoma de Kaposi.
· Os medicamentos corticosteróides orais e com diabetes estão em risco. Estas condições levam a diminuição da imunidade e, portanto, podem levar à predisposição.
SINAIS E SINTOMAS

Geralmente, o sarcoma de Kaposi se manifesta inicialmente na pele formando placas ou nódulos roxos, vermelhos ou marrons, que são chamados de lesões. As lesões de pele do sarcoma de Kaposi aparecem nas pernas ou rosto, mas também podem surgir em outras áreas do corpo. As lesões também podem se desenvolver nas membranas mucosas, como da boca. Essas lesões geralmente não são dolorosas nem causam coceira. Algumas lesões nas pernas ou na região da virilha podem bloquear a linfa, causando um inchaço doloroso nas pernas e pés.
As lesões do sarcoma de Kaposi também podem aparecer em outras partes do corpo. Quando acontece nos pulmões podem bloquear parte de uma das vias aéreas e causar falta de ar. As lesões que se desenvolvem no intestino podem causar dor abdominal, diarreia ou sangramento pelo reto.
Lesões Cutâneas: KS manifesta-se geralmente dermatologicamente como máculas, placas, pápulas, ou nódulos pigmentados, mas os nódulos subcutâneos podem elevar-se sem pigmentação visível da pele. Podem variar no tamanho, de alguns milímetros a muitos centímetros de diâmetro, e na cor, de cor-de-rosa (especialmente em máculas recentemente desenvolvidas ou em pápulas), a vermelhado ou roxo. Frequentemente, com o tempo, a cor das lesões cutânea escurece. No negro ou em povos mediterrânicos, as lesões de KS podem aparecer na cor marrom ou preta. Em alguns pacientes, as lesões vermelhas ou violáceas podem ser circunscritas por um halo de cor amarelo a verde, provavelmente representando o extravasamento dos pigmentos dos eritrócitos. Com o tratamento, a cor da lesão pode clarear para marrom, cinza, ou bronze, e a pigmentação pode persistir mesmo na ausência da evidência residual de KS na biopsia. O tratamento frequentemente resulta em aplainar previamente elevações de pápulas ou nódulos e pode também ser associado com a hipopigmentação central de grandes placas de KS 
Lesões Orais: As lesões da cavidade oral ocorrem em aproximadamente um terço dos pacientes com KS associado à Aids. As lesões duras do palato são as mais comuns. Estas lesões, placas vermelhas ou roxas, focais ou difusas, podem ser completamente assintomáticas e facilmente negligenciáveis. Em outros pacientes, entretanto, as lesões nodulares maiores que envolvem o palato duro ou mole, ou ambos, podem tornar se exofíticas e ulceradas e podem sangrar. Outros locais onde KS aparece incluem a gengiva, a língua, a úvula, as tonsilas, a faringe e a traquéia. Estas lesões podem interferir com comer e falar, causar a perda de dente, ou comprometer as vias aéreas.
Trato Gastrointestinal: Os relatórios descrevem o acometimento do trato gastrintestinal (TGI) em 40% dos pacientes com o KS associado a Aids no diagnóstico inicial de KS, e de 80% na autópsia.

QUADRO CLÍNICO

O sarcoma de Kaposi clássico é um tumor raro, de curso indolente, não está relacionado à imunossupressão e ocorre com mais frequência em pessoas idosas etnicamente ligadas aos povos do mediterrâneo e do oriente médio. As lesões cutâneas de SK são tipicamente nodulares, pigmentadas, indolores, de tamanhos variáveis de milímetros e placas tumorais confluentes de 5 a 10 cm de diâmetro e de fácil reconhecimento. O tom violáceo das lesões é comum, podendo tornar-se escuras em pacientes de pele negra ou parda. As áreas de acometimento mais comum são os membros, tronco, cavidade oral, regiões plantares e extremidades (ponta do nariz, pavilhão auricular, genitália). Pode haver presença de linfoedema, às vezes desproporcional a extensão visível do tumor. O SK é um tumor multicêntrico e numerosas lesões podem surgir simultaneamente em várias partes do corpo. 
Ao contrário da forma clássica, o sarcoma de Kaposi na AIDS pode ser uma doença disseminada e de rápida evolução, causando significativa mortalidade. Atualmente, porém, devido a elevada eficácia dos antirretrovirais no controle do HIV, o Kaposi não costuma ser um tumor tão agressivo como víamos nas décadas de 80 e 90. Quando há associação com o HIV é comum o acometimento visceral. Sendo que os principais sítios de acometimento são trato gastrintestinal, pulmão, fígado e baço. As localizações mais frequentes são estômago e duodeno, mas qualquer segmento do trato gastrintestinal pode ser afetado, SK pulmonar parenquimatoso é mais frequentemente sintomático e guarda um prognóstico ruim. Derrame pleural com presença de sangue pode ser é sugestivo de sarcoma de Kaposi. 
Com a broncoscopia pode-se facilmente observar lesões endobrônquicas. Lesões intraorais ocorrem comumente em palato duro, gengiva e língua. Frequentemente assintomáticas tardiamente tais lesões podem evoluir com necrose superficial, dor, sangramento e dificuldade de deglutição. Lesões intraorais acontecem principalmente em palato duro, gengiva e língua. As lesões endobrônquicas podem ser visualizadas através da broncoscopia. Normalmente são assintomáticas e tardiamente essas lesões podem evoluir com necrose superficial, dor, sangramento e dificuldade de deglutição.

DIAGNÓSTICO 

O diagnóstico clínico do SK é fácil, mas é preciso um exame histopatológico para confirmar. O diagnóstico diferencial para as lesões cutâneas é a angiomatose bacilar que segundo Velho et al. (2003) é uma doença sistêmica de manifestação cutânea frequente e pode ser semelhante ao granuloma piogênico e o sarcoma de Kaposi Outras lesões incluem dermatofibroma, hemangioma, cicatrizes, hemorragias traumáticas ou não, granuloma piogênico, hiperpigmentação pós-inflamatória, prurido nodular, melanoma maligno e linfoma cutâneo. Basicamente o diagnóstico do SK na pele e membranas mucosas pode ser feito baseado nos seguintes critérios clínicos:

1. Máculas púrpuras ou nódulos; 
2. Distribuição ao longo das linhas de tensão da pele; 
3. Descoloração verde-amarelada à volta dos tumores correspondendo a hemorragia; 
4. Edema à volta; 
5. Disseminação das lesões, possivelmente com envolvimento muco cutâneo. Essa é uma característica em doentes nos quais haja infecção HIV ou outra forma de imunodeficiência. Se houver imprecisão clínica, as lesões devem passar pela biopsia para confirmação do diagnóstico histológico. 

Exames complementares 
Histopatologia: Exame histopatológico de biópsia de pele, mucosa oral, gastrintestinal, pulmonar transbrônquica, linfonodos e outros materiais mostram alterações características de tumor de origem endotelial. 
Endoscopia digestiva: Não é um exame de rotina recomendado em todos os pacientes com sarcoma de Kaposi, deve ser realizado naqueles que apresentem sintomas gastrintestinais. A presença das lesões características é suficiente para o diagnóstico, neste caso a localização submucosa do tumor pode dificultar a biópsia e exame histopatológico. 
Broncoscopia: Mesmo princípio da endoscopia digestiva, fornece uma evidência mais forte de acometimento pulmonar, através da visualização das lesões endobrônquicas. Biópsia não é, em princípio, contraindicada, mas, pelo risco de sangramento. Lesões parenquimatosas podem ser diagnosticadas por biópsia transbrônquica ou a céu aberto. A Pleuroscopia é um exame mais específico e pode mostrar de há acometimento pleural. 
Radiografia de tórax: SK pulmonar apresenta-se radiologicamente com padrão nodular difuso, pouco componente intersticial e com derrames pleurais (frequentemente sanguinolentos, com citologia não diagnóstica). 
Outros: Hemograma e contagem de células CD4 são úteis como variáveis prognósticas da evolução de SK. Cintigrafia com gálio pode diferenciar infecções pulmonares do acometimento tumoral, cuja captação é negativa. 

TRATAMENTO 

O tipo de tratamento para o sarcoma de Kaposi depende do tipo de tumor. O tamanho e a localização das lesões, o estado geral do paciente é sempre levado em conta antes da definição do tratamento. Se tiver relação com a imunossupressão induzida por medicamentos para transplantados, o sarcoma de Kaposi pode ser controlado com a redução ou suspensão da medicação. Para o sarcoma de Kaposi endêmico ou africano a quimioterapia pode ser o tratamento mais adequado. A terapêutica local é fornecida em ambulatório, e isso é um benefício, bem tolerada, e menos dispendiosa que a terapêutica sistêmica. A quimioterapia e imunoterapia local têm a vantagem de ter menos ou nenhum efeito secundário sistêmico comparado aos tratamentos sistêmicos. Na parte interna do tumor, podem obter-se concentrações elevadas dos medicamentos com eficácia antiproliferativa direta. 

Cirurgia
A cirurgia é a forma de tratamento mais comum do sarcoma de partes moles em adultos. Para alguns tipos de sarcoma, extirpar o tumor pode ser a única forma de tratamento necessária.
Os procedimentos cirúrgicos incluem: 
- Microcirurgia na qual se procede a extirpar camada por camada de tecido sendo analisada a presença de células malignas até que não se observem mais células neoplásicas (câncer), é utilizada para preservar a maior quantidade de tecido normal possível, por exemplo, quando a lesão está localizada na pele; 
- Cirurgia local ampla que consiste em extirpar o tumor junto com parte de tecido normal circundante; 
- Cirurgia de preservação de membro na qual não se realiza a amputação, com a finalidade de preservar a funcionalidade do membro afetado, os tecidos extirpados podem ser substituídos por enxertos de ossos ou tecidos de outras regiões do corpo ou ainda tecidos artificiais; 
- Cirurgia com amputação é utilizada em casos nos quais a lesão afeta de forma ampla e invasiva um membro ou compromete a funcionalidade e a chance de disseminação é grande. 
Tratamento quimioterápico ou radioterápico pode ser usado antes do procedimento cirúrgico com o intuito de diminuir o volume do tumor e a área de ressecção de tecido. Uma vez realizada a cirurgia pode ser administrada quimioterapia ou radioterapia (tratamento adjuvante) com o objetivo de eliminar células cancerígenas remanescentes. 

Radioterapia 

A radioterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que utiliza raios de alta energia para eliminar as células cancerígenas. A associação de radioterapia com cirurgia é de grande utilidade no controle local dos sarcomas de parte moles, mantendo a função de membros e atividade normal dos pacientes. 

Quimioterapia 

A quimioterapia é o tratamento onde são utilizados medicamentos potentes para evitar o crescimento das células cancerígenas ou eliminá-las por completo para evitar que se multipliquem. Por se tratar de uma terapia sistêmica (os medicamentos quimioterápicos alcançam todas as células do organismo) a quimioterapia apresenta efeitos colaterais que podem ser leves ou intensos dependendo do medicamento utilizado, da dose administrada do medicamento e da resposta do paciente ao tratamento. Alguns fatores podem afetar as opções de tratamento e o prognóstico da doença, por exemplo: o tipo de sarcoma, tamanho, grau e estágio do tumor, localização no corpo, possibilidade de extirpar todo o tumor mediante cirurgia, idade e estado geral do paciente, e recidiva da doença.

Tratamento do SK relacionado à AIDS 

O SK relacionado a Aids é caracterizado por apresentação e curso clínico muito diversificado. Portanto o mesmo tipo de tratamento não pode ser recomendado para todos os pacientes. O começo da terapia antirretroviral altamente ativa (HAART) resultou em grande declínio do número de novos casos de SK e a cura de lesões de SK em muitos pacientes. A terapia para o SK relacionado ao HIV usa na maior parte quimioterapia citotóxica clássica, com efeitos adversos desfavoráveis e restrições na resposta tumoral. Compostos frequentemente empregados para tratamento sistêmico do SK incluem interferon alfa, paclitaxel, gonadotropina coriônica humana, alcaloides da vinca, antraciclinas lipossomais, adriamicina-bleomicina-vincristina, talidomida e agentes antiangiogênese. Para tratamento de lesões localizadas, crioterapia com nitrogênio líquido, excisão cirúrgica, eletrocauterização com laser, retinóides tópicos, quimioterapia intralesional e radiação são comumente utilizados. 
Nem todos os pacientes requerem terapia específica. Em pacientes assintomáticos, com doença não progressiva, observação pode ser a estratégia terapêutica mais razoável. A extensão e a velocidade de progressão do SK e a gravidade da infecção pelo HIV subjacente determinam o melhor esquema terapêutico. 6.2 Monitorização e cuidados continuados Em casos com sarcoma de Kaposi cutâneo isolado e de progressão lenta, a infecção por HIV e a HAART normalmente determinam os intervalos necessários para a monitorização. Contudo, mesmo com um sistema imunitário celular funcional (células T CD4+> 400/µl) e baixa carga viral, a progressão do tumor pode ser rápida com envolvimento de órgãos em casos individuais. 
O exame clínico da pele, membranas mucosas e nódulos linfáticos é recomendado em intervalos de três meses. Os pulmões e o trato gastrointestinal devem ser monitorizados em intervalos de 6-12 meses com testes de diagnóstico apropriados se indicado. Contudo, dados baseados em evidências de que o seguimento do tumor leva ao melhoramento dos índices de remissão, como resultado de uma mais estreita monitorização, não estão ainda disponíveis para o sarcoma de Kaposi. 

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
· Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
· Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
· Não apressar ou adiar a morte.
· Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
· Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
· Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.
· Aceite o comportamento dos pacientes não importando qual seja;
· Oportunize aos pacientes momentos para a expressão livre de seus sentimentos;
· Trabalhe para compreender os sentimentos dos pacientes;
· Use afirmações de ampla abertura, como "Deve ser difícil para você", e "Gostaria de conversar a respeito?"
· Hidratação, alimentação, eliminação fisiológica, higiene, posição, conforto, administração de medicamentos CPM.
· A unidade de tratamento compreende o paciente e sua família. 
· Os sintomas do paciente devem ser avaliados rotineiramente e gerenciados de forma eficaz através de consultas frequentes e intervenções ativas. 
· As decisões relacionadas à assistência e tratamentos médicos devem ser feitos com base em princípios éticos. 
· A comunicação adequada entre  o enfermeiro e familiares e pacientes é a base para o esclarecimento e favorecimento da adesão ao tratamento ou aceitação da proximidade da morte.


OBS: Se aparecer manchas em sua pele ou mucosas procure o médico para ser melhor diagnósticado

Câncer do Colo do Útero

O Câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.
Antes do tumor tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasia intraepitelial cervical), que pode ser classificada em graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.
Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.
Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do câncer, que ainda está restrita ao colo e não desenvolveu características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.

Tipos de tumor
Os tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV. São eles: os carcinomas epidermoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco
A infecção pelo HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o fator de maior risco para o surgimento do câncer de colo de útero. Apesar de existir mais de uma centena de subtipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao câncer de colo uterino. São classificados como de alto risco os subtipos 16, 18, 45, 56; de baixo risco, os subtipos 6,11,41,42 e 44 e de risco intermediário, os subtipos  31, 33, 35, 51 e 52.

Podem ser citados, ainda, como fatores de risco:
1) início precoce da atividade sexual;
2) múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
3) baixa da imunidade;
4) cigarro;
5) más condições de higiene.

Sintomas
Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são: 1) sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa; 2) corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.
Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar: 1) massa palpável no colo de útero; 2) hemorragias; 3) obstrução das vias urinárias e intestinos; 4) dores lombares e abdominais; 5) perda de apetite e de peso.

Diagnóstico
A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolau realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolau permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.
O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o subtipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor, se está situado somente no colo uterino ou já invadiu outros órgãos e tecidos (presença de metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, RX de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

Prevenção
A prevenção do câncer de colo de útero está diretamente associada ao esclarecimento e avanço educacional da população a respeito dos fatores de risco e de como evitá-los.  Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolau nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.
No entanto, a vacinação das meninas  nos primeiros anos de vida contra o HPV continua sendo medida preventiva bastante eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.

Vacinas
Existem duas marcas de vacinas aprovadas para prevenir a infecção por determinados subtipos do HPV, alguns deles responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
A vacinação é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual.  No entanto, como ainda não há vacinas contra todos os subtipos do vírus, que são muitos, mulheres já vacinadas devem continuar fazendo o exame preventivo de rastreamento, o Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.

Tratamento
Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.
No entanto, uma vez confirmada a presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.
A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).
A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Recomendações
* Não existe idade mínima para as meninas receberem as vacinas disponíveis contra a infecção pelo HPV, apesar de a orientação ser ministrá-la a partir dos 9 anos de idade;
* Toda mulher precisa estar consciente de que o exame de Papanicolau realizado periodicamente representa uma estratégia de rastreamento do câncer de colo uterino que pode salvar vidas.
* Nunca é demais ressaltar, que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de doenças sexualmente transmissíveis.

O que causa Vitiligo

No Brasil, o tom de pele mais comum é a morena. Por estarmos em um país onde o sol é bem predominante, a pele morena é considerada, por uma grande parte da população, o seu tom de pele. A substância que faz a pele ficar mais escura é a melanina, produzida por células denominadas melanócitos. Por causa da grande produção de melanina, as pessoas morenas ou negras ficam mais sujeitas a manchas esbranquiçadas, mas é preciso ter atenção, pois essas manchas podem ser causadas pelo vitiligo.

Vitiligo é uma doença caracterizada pela despigmentação da pele, causando manchas brancas na pele e mechas brancas no cabelo e nos pelos do corpo. O vitiligo é uma doença autoimune, onde o próprio organismo destrói os melanócitos, originando as manchas brancas.

Esse distúrbio pode se manifestar em pessoas de qualquer idade e em todas as etnias, ou seja, pessoas com o tom de pele branca também podem ter esse problema. As causas do vitiligo ainda não são conhecidas, mas acredita-se que tenha um fundo emocional, pois em alguns casos ela surge de forma repentina.

A evolução das manchas brancas que aparecem no corpo não pode ser prevista, ela pode ficar estagnada em alguns pontos, como pode progredir com muita rapidez. Os locais que são mais atingidos são os que sofrem atritos, como as mãos e o rosto.

Os tratamentos para o vitiligo são vários, isso vai depender do caso do paciente, podem ser desde o uso de medicamentos até casos mais graves, onde é preciso fazer cirurgia, mas somente o médico poderá indicar o melhor tratamento.

Após o diagnóstico, o principal cuidado deve ser com a proteção solar, pois as áreas atingidas pela despigmentação perdem a proteção solar natural, por esse motivo é preciso utilizar o protetor solar para evitar queimaduras solares.

O maior problema causado pelo vitiligo é o psicológico, pois as pessoas acometidas por esse problema podem sofrer com a baixa autoestima, além do preconceito, por isso, caso perceba que alguém que tenha vitiligo esteja sofrendo algum tipo de preconceito, procure o auxílio de um psicólogo.

Para quem não aceita o preconceito.
Vitiligo não se pega

Veja como fugir dos juros do cartão de crédito que vão a 360% ao ano

Os juros do cheque especial e do cartão de crédito rotativo voltaram a subir em maio deste ano, segundo informações divulgadas ontem pelo Banco Central. Para quem já está endividado, a dica neste momento é buscar opções de crédito mais baratas para pagar a dívida. Já quem tem as contas em dia deve usar os recursos financeiros com responsabilidade para evitar entrar no vermelho.  
Ana Cristina se organiza para pagar todo mês a fatura integral do cartão de crédito e evitar dívidas com pagamento da parcela mínima
O cartão de crédito se manteve como modalidade mais cara para os clientes que não pagam a fatura na totalidade: os juros foram de 360,6% ao ano, em maio. Em abril, estavam em 347,5%. O patamar de maio é maior desde o início da série histórica, em março de 2011.
Para o educador financeiro Reinaldo Domingos, o real problema não está no cartão de crédito em si, mas na falta de educação financeira. “O erro capital em relação ao cartão é pagar a parcela mínima. As altas taxas de juros cobradas acabam levando a pessoa à inadimplência. Recomendo que o limite do cartão de crédito não ultrapasse 50% do salário ou ganho mensal, o que evitará gastar mais do que se recebe”, aconselha o especialista.
Os juros do cheque especial, por sua vez, avançaram seis pontos percentuais de abril para maio, em 232% ao ano. Este foi o maior patamar desde 1995, quando estava em 242,2% ao ano.
Presidente do Canal do Crédito, Marcelo Prata explica que as taxas altas são resultado da conveniência oferecida por essa modalidade. “Não vale a pena contratar crédito pelo internet banking, caixa eletrônico ou aplicativo do banco. Todo dinheiro fácil normalmente é mais caro”, explica.
A recomendação para quem está endividado é buscar uma opção mais em conta. O crédito pessoal, por exemplo, somou 111,5% ao ano em maio, contra 113% ao ano em abril — queda de 1,8 ponto percentual. O patamar continua historicamente elevado, mas há outras opções com juros menores.
Uma delas é o consignado, com desconto em folha de pagamento, que somou 27,2% ao ano em maio, contra 26,9% em abril. Apesar de ser a taxa mais alta desde abril de 2012, essa continua sendo uma das linhas de crédito com taxa de juros mais baixa do mercado. 
Segundo Marcelo Prata, todas as linhas com algum tipo de garantia são mais baratas. “O ideal é substituir o cheque especial pelo consignado. Se não for possível, há opções com garantia de imóvel, carro, também com boas condições de pagamento. Em último caso, o crédito pessoal é uma solução”, afirma o especialista. 
De acordo com o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas somou 24,8% ao ano em maio, contra 24,6% ao ano em abril último, o mesmo patamar de fevereiro.

Vender o carro como saída

Quando a situação se complica, contratar um crédito pode parecer uma solução rápida e simples, mas não é bem assim. Para Marcelo Prata, do Canal do Crédito, o consumidor deve avaliar se o dinheiro vai resolver o problema ou só vai “tampar o sol com a peneira”.
Segundo ele, pode ser necessário tomar medidas mais definitivas. “Se custo familiar estiver mais alto que a receita, é preciso reduzir o orçamento. Isso pode ser feito baixando o padrão de vida ou vendendo um carro, por exemplo”, diz.

Crédito exige responsabilidade 
A doceira Ana Cristina Campelo, 52 anos, usa bastante seu cartão de crédito para arcar com os custos da produção de bolos e doces. “Já cheguei a pagar o mínimo, mas hoje me organizo para quitar o valor total em dia. Não tem como arcar com juros de mais de 300%, é inviável”, comenta.
Para Reinaldo Domingos, o cartão de crédito pode ser uma ferramenta importante para quem sabe usar, pois oferece como prêmios e milhagens. “Se a pessoa tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito. Caso ganhe semanalmente, pode ter até três cartões, para os dias 10, 20 e 30. Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento”, ensina o especialista. Mas ele alerta: “Caso perca o controle financeiro, é preciso parar de usar o cartão imediatamente”.
Já o problema do diretor de TV Daniel Camargo, 38, é com o cheque especial. “Ter facilidade de crédito é muito bom, mas tem que lembrar que esse poder de compra vai até a pagina dois. É importante estabelecer limites, ter calma e pensar antes de comprar”, reconhece ele.
Reinaldo Domingos lembra que o consumidor não deve encarar o cheque especial como extensão do salário. “Há bancos que oferecem possibilidade de uso do limite do cheque especial por 10 dias sem juros, basta pesquisar”, avalia.

Câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de tumor maligno que mais causa mortes entre mulheres em nosso país. Portanto, quando diagnosticado e tratado de forma precoce, suas chances de cura são bastante consideráveis, reduzindo drasticamente os riscos de sequelas, tanto físicas quanto emocionais.
Mulheres cuja menarca se deu precocemente, tiveram menopausa tardia, não procriaram, ou engravidaram após os trinta anos, constituem fator de risco. Além disso, a ingestão regular de álcool, obesidade e exposição a radiações ionizantes fazem parte desta lista. Há controvérsias se, de fato, o uso de pílulas anticoncepcionais é um fator que propicia tal neoplasia, sendo apontadas aquelas que utilizaram este medicamento em idade precoce, antes da primeira gravidez, ou por longos períodos.
A presença de nódulos nos seios, com ou sem dor, é o que caracteriza esta doença. Além disso, deformidade, assimetria ou aumento de volume podem também indicá-lo. Entretanto, tais alterações não significam, necessariamente, a presença do câncer de mama, sendo por isso extremamente importante o auxílio médico nessas situações. Recomenda-se, ainda, que todas as mulheres façam diariamente o autoexame e, anualmente, o exame clínico das mamas.
Considerando que nem todas as pessoas acometidas por este tipo de tumor possuem histórico familiar para tal; e que em aproximadamente 95% dos casos, essas possuem idade igual ou superior a 35 anos, mamografias anuais a partir dessa faixa etária também devem fazer parte de sua rotina. A mamografia é feita com um aparelho de raio-X, denominado mamógrafo. Bastante sensível, comprime esta região em busca de indícios que podem estar relacionados ao câncer; causando desconforto discreto e suportável.
O diagnóstico é feito por meio de biópsias e, em caso de resultado positivo, para cada caso há tratamentos específicos. São eles: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e/ou hormonoterapia. A retirada das mamas é feita apenas em algumas situações.
Importante: a Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008, dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS.

Faça seu auto exame!
Previna-se!
Câncer tem cura.

O que é câncer?


O termo é câncer usado para denominar um conjunto de mais de cem doenças caracterizadas pela multiplicação descontrolada de células, o que leva à formação de um tecido anormal: o tumor. Quando há disseminação de células cancerosas para outras regiões do corpo e formação de tumores secundários, trata-se de uma metástase.
Em um organismo saudável, há equilíbrio entre o número de células mortas (por morte celular programada, doenças ou lesões) e a proliferação de novas células. Isso garante a integridade de tecidos e órgãos. Entretanto, mutações no DNA – alterações no código genético que “dita” as regras do corpo – podem perturbar os processos, fazendo com que células não morram no tempo certo, levando à formação de tumores benignos (que não se espalham) e malignos (câncer). Alguns tipos de câncer, como a leucemia, não formam tumores.
O desenvolvimento do câncer pode ser induzida por fatores internos (herança genética) ou externos (exposição a agentes cancerígenos, hábitos alimentares, entre outros) ou por ambos simultaneamente.
A menor parte dos casos é relacionada a influências genéticas, que tornam o organismo incapaz de se defender de uma ameaça. Na maioria das vezes, a doença está associada a fatores ambientais, como o tabagismo, exposição prolongada e frequente aos raios solares e a infecções virais.
O processo de carcinogênese, ou desenvolvimento do câncer, ocorre lentamente. No primeiro estágio, células sofrem o efeito de agentes cancerígenos que alteram seus genes. No estágio de promoção, elas são transformadas em células cancerosas após o contínuo e longo contato com o agente cancerígeno. No estágio final, o estágio da progressão, ocorre a multiplicação celular descontrolada e irreversível. É quando surgem os primeiros sintomas.
A doença pode ocorrer em qualquer tecido do corpo. Os tipos de câncer são agrupados em grandes categorias: os carcinomas, os sarcomas, as leucemias, os linfomas e mielomas e os tumores do sistema nervoso central.
A alimentação pode diminuir o risco de uma pessoa desenvolver o câncer. Sabe-se, por exemplo, que o consumo frequente de carne bem passada pode aumentar as chances de câncer de bexiga. A ingestão de álcool durante a gravidez aumenta o risco de o filho desenvolver leucemia no futuro. Farelo de trigo, rico em vitamina B6, pode reduzir o risco de câncer de pulmão pela metade. Azeite de oliva e suplementos de óleo de peixe protegem contra o câncer de mama.

Hipertensão

Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool. Atualmente, no Brasil, um em cada três adultos tem pressão arterial elevada


Uma doença silenciosa, a hipertensão vai chegando aos poucos, sem que a pessoa perceba. Suas consequências, no entanto, são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão alta é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais. E os números de hipertensos não param de crescer. Hoje, no Brasil, um em cada três brasileiros em idade adulta sofre com a pressão arterial elevada.

De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, o índice de pacientes com idade entre 18 e 24 anos é de 8% contra 50% para a faixa etária acima de 55 anos. O diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%), do que em homens (20,7%). Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool.

Tomar muito café pode causar gastrite

Um exame importante para fazer e muitas matérias para estudar, mas o dia tem apenas 24 horas. O café passa a ser o único companheiro das noites em claro e das manhãs sonolentas - para compensar a noite mal dormida. Tem sempre alguém para advertir: "Cuidado! Com tanto café, você vai acabar com uma gastrite". Será?
Segundo especialistas, a cafeína pode, sim, irritar o estômago causando dor e desconforto. E não é só ela. Pimenta, bebidas alcoólicas e o cigarro também possuem essa característica. A irritação pode ser entendida como gastrite, que nada mais é do que um termo genérico para designar uma lesão superficial na mucosa do estômago. A gastrite pode ser gerada por diversos fatores.
Um gastroenterologista do Hospital 9 de Julho, Matheus Azevedo, explica que o desenvolvimento de uma inflamação no estômago varia de pessoa para pessoa. "Nosso estômago tem um mecanismo de defesa próprio contra agentes externos, mas quando esses mecanismos não são suficientes para vencer os agentes, a gastrite pode acontecer e piorar", explicou.
Inflamação pode ser causada por bactéria
Apesar dos hábitos influenciarem o desenvolvimento da gastrite, grande parte dos casos está relacionada à presença de uma bactéria específica: a Helicobacter pylori ou H.pilori como é conhecida. "É uma bactéria frequente no meio ambiente e a sua contaminação tem a ver com a condição socioeconômica do paciente. Vivemos em um mundo de contaminação fecal-oral", disse Ramiro Mascarenhas, presidente da Sobed (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva). 
O H-pylori causa úlceras no estômago, que são feridas mais profundas, e podem levar até a um câncer gástrico irreversível. "Tem que ter cuidado porque essa dor, esse desconforto, podem indicar a presença de doenças mais graves. É preciso investigar as causas desse desconforto", afirmou Mascarenhas. Essa investigação é feita por uma endoscopia digestiva, que é um exame que filma a mucosa do esôfago, estômago e da parte superior do intestino delgado, e também pela biópsia, que retira um pedaço do tecido inflamado do estômago para análise.
"Há casos que a endoscopia nem é necessária. Apenas um exame de sangue já consegue detectar o que a pessoa tem. Por isso, é muito importante procurar orientação médica", afirmou Mascarenhas, ao se referir às parasitoses que tem sintomas semelhares à gastrite, como estrongiloidíase e a giárdia.
Matheus Azevedo explica que, no caso da infecção por H-pylori, o tratamento é feito com dois ou três antibióticos e um inibidor do ácido do estômago. "Nesse período, o paciente não pode comer alimentos que vão pesar no estômago, não pode ingerir álcool. Além disso, os antibióticos podem gerar desconforto estomacal", conta. Com isso, o tratamento é feito para curar a gastrite.

Tomar remédio ataca o estômago?

Além dos microrganismos, dos hábitos descritos no começo desse texto, o que muita gente não sabe é que aquela aspirina tomada depois de um longo dia de trabalho e estresse para aliviar a dor de cabeça, ou aquele remédio para desinflamar a garganta, também podem causar inflamações no estômago.
"Há remédios, em especial os anti-inflamatórios, que interagem com substâncias presentes na mucosa do estômago, diminuindo a sua presença, o que pode causar inflamação e até úlcera. Por isso, é imprescindível que esses medicamentos só sejam tomados com prescrição médica", contou Rogério Alves, gastroenterologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

BOLO SIMPLES E FOFINHO

Ingredientes
4 ovos
4 colheres bem cheias de margarina
3 xícaras (chá) de açúcar
4 xícaras (chá) de farinha de trigo peneirada
1 1/2 xícaras (chá) de leite
1 colher de fermento em pó

Modo de preparo:
Primeiramente separe as gemas das claras
Em uma tigela coloque as gemas e a margarina
Bata até formar um creme bem liso e claro
Acrescente o açúcar e bata bastante, até obter um creme bem homogêneo
Desligue a batedeira e coloque a farinha de trigo
Mexa com uma colher de pau e acrescente o leite, aos poucos, para dissolver a farinha de trigo
Adicione o fermento em pó e as claras batidas em neve
Mexa delicadamente e coloque em uma forma untada
Leve para assar em forno pré - aquecido, a 180°, por aproximadamente 40 minutos, ou até que enfiando um palitinho ele saia limpo

bolo de chocolate com recheio de morango e beijinho

Ingredientes para o bolo
6 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
6 colheres de sopa de farinha de trigo
3 colheres de chocolate em pó
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de margarina sem sal


Recheio
1 caixinhas de morangos frescos
1 lata de leite moça
1 colher de manteiga
50 gramas de coco ralado


Cobertura
1 lata de creme de leite
1 barra de chocolate meio amargo ou ao leite
1 caixinha de morangos


Modo de preparo
Duas horas antes ou de um dia para o outro, lave bem os morangos, retire o cabinho, seque e pique em pedaços miúdos. Não se esqueça de reservar alguns para decorar. Coloque o morango picado e as 3 colheres de açúcar em um recipiente e deixe ali, para soltar a calda com que o bolo será regado.
Para o bolo, unte o fundo de uma assadeira redonda (20cm) e ligue o forno a 200ºC. A dica é não untar as laterais, assim o bolo não desaba para dentro.
Comece pelo pão-de-ló: coloque os ovos na batedeira e bata por cinco minutos. Junte o açúcar (peneirado), aos poucos. Bata por mais dez minutos, até que vire um creme esbranquiçado e triplique de volume. Enquanto isso peneire a farinha de trigo, o chocolate e o fermento em uma tigelinha. Desligue a batedeira e incorpore delicadamente a mistura de farinha+chocolate+fermento aos ovos batidos. Coloque na assadeira e leve para assar. Demora de 20 a 25 minutos, depende do forno. Fique de olho, espete um palito e ele deve sair limpo. Espere amornar para desenformar.

Recheio
Enquanto o bolo assa, prepare o recheio, que é um brigadeiro branco com coco. Na panela, junte o leite condensado e a margarina e o coco. Leve ao fogo baixo e mexa sempre, até aparecer o fundo da panela. Mexa bem até incorporar. Reserve e espere esfriar. Na hora de colocar o recheio, coloque pedaços de morango por cima do recheio antes de colocar a outra parte do bolo por cima.

Montagem
Desenforme o bolo e corte ao meio, no sentido horizontal. Coloque um disco na assadeira onde foi assado e regue com metade da calda que formou no recipiente de açúcar e morango. Coloque o brigadeiro branco, distribua os morangos picadinhos e cubra com outro disco. Regue o segundo disco e leve para gelar por pelo menos 1 hora. Depois, desenforme no prato de servir e prepare o chocolate: pique grosseiramente e leve ao fogo para derreter em banho-maria (ou micro-ondas). Quando estiver liso, retire do fogo e junte o restante do creme de leite. Mexa bem até incorporar. Finalmente, cubra o bolo e enfeite com os morangos reservados.


Cobertura
Derreta a barra de chocolate no banho maria, acrescente o creme de leite sem o soro misturando bem. Cubra o bolo com o ganache e os morangos cortados.

Dica: Esse recheio é com fruta fresca, portanto o bolo não dura muito sem azedar. Se quiser que o bolo dure mais, faça uma geleia com os morangos

bolo de prestigio


Ingredientes:
Massa:
4 ovos
4 colheres de chocolate em pó
2 colheres de manteiga
3 xícaras de farinha
2 xícaras de açúcar
1 xícara de leite
2 colheres de fermento


Recheio:
3 colheres de sopa de manteiga
2 latas de leite condensado
500 g de coco ralado fresco
1/2 lata de creme de leite


Cobertura:
450 g de chocolate picado
1/2 lata de creme de leite
Colocar um pouco de leite

Modo de Preparo:

Massa:
Bater todos os ingredientes (exceto fermento) por aproximadamente 5 minutos
Depois,desligar a batedeira e colocar o fermento e misturar manualmente
Levar ao fogo por aproximadamente 40 minutos (até espetar o garfo e sair limpo)

Recheio:
Colocar a manteiga na panela e deixar derreter, colocar em seguida o leite condensado e o coco
Mexer até soltar do fundo da panela
Deixar esfriar um pouco e colocar o creme de leite
O creme de leite faz com que o recheio fique mais cremoso e mais fácil de espalhar no bolo
Não esqueça de molhar o bolo ou com um leite com chocolate bem forte ou com guaraná

Cobertura:
Deixar para fazer a cobertura quando o bolo estiver todo montado
Derreter o chocolate (ou em banho maria) e colocar o creme de leite e um pouco de leite
Coloque a cobertura logo em seguida por que ela vai endurecendo e vai ficando mais difícil de espalhar no bolo
Antes de começar a montagem do bolo, deixe ele esfriar bem e coloque por uns 10 minutos no freezer, o bolo não esfarela
Decore do seu gosto.

Bombom de Morango na Travessa


Ingredientes
1 caixa de morangos
2 latas de leite condensado
2 lata de creme de leite
200 g de chocolate ao leite
2 colheres (sopa) de manteiga

Modo de preparo:
Coloque o leite condensado e a manteiga e leve ao fogo mexendo sempre até começar a soltar do fundo da panela
Depois acrescente 1 lata de creme de leite mexer reserve este creme no pirex
Deixe esfriar e coloque os morangos por cima
Derreta em banho-maria a barra de chocolate e misture o creme de leite
Jogue por cima dos morangos
Leve à geladeira

Delicia de Morango


Ingredientes
1 litro de leite
2 caixinhas de leite condensado
1 caixinha de creme de leite
5 colheres (sopa) de maizena
2 caixas de morango
2 gelatinas sabor morango

Modo de preparo:
Em uma panela grande coloque o leite, o leite condensado e a maizena
Mexa até engrossar
Quando creme estiver pronto deixe esfriar por alguns minutos e adicione o creme de leite
Despeje o creme em uma forma
Corte os morangos ao meio e monte em cima do creme
Prepare a gelatina com menos água 150 ml de água fervente e 150 ml de água fria
Despeje a gelatina em cima dos morangos
Leve à geladeira até endurecer a gelatina
Sirva bem gelado

Torta Alemã

Ingredientes
Creme:
250 g de manteiga sem sal
2 latas de creme de leite gelada
3 gemas
2 copos de requeijão de açúcar
Recheio:
1 pacote de biscoito de maisena (de preferência de chocolate)
1 colher de sopa de licor de chocolate ou de chocolate em pó
Cobertura:
1 barra de chocolate meio amargo
1 caixa de creme de leite

Modo de preparo:
Creme:
Bata a manteiga, o açúcar e as gemas
Depois, acrecente o creme de leite deixando de lado o soro dentro da lata sem jogá -lo fora, bata novamente
A torta terá 2 camadas de biscoito e 3 de creme
Da seguinte maneira: creme, biscoito, creme, biscoito e creme (por isso divida igualmente o creme)
Antes disso, acrescente no prato fundo o soro da lata de creme de leite com uma colher de sopa do licor (ou o chocolate em pó)
Antes de colocar o biscoito na travessa, molhe - o dendro do prato fundo junto ao soro
Arrume os biscoitos na travessa
Cobertura :
Derreta a barra de chocolate meio amargo em banho - maria
Misture a caixa de creme de leite
Despeje a cobertura sobre a torta ocupando todo o seu espaço
Deixe a torta gelar bem na geladeira pelo menos umas 4 horas

Frango com quiabo

Ingredientes
500 g peito de frango temperado a gosto, cortado em cubos
300 g quiabo, cortado em fatias de comprimento
2 tomates pequenos, cortado em cubinhos, sem as sementes
Cebola bem picadinha

Modo de preparo:
Em panela bem quente, coloque o frango para fritar, sem mexer
Deixe até que um lado fique bastante tostado
A partir daí, adicione o tomate e a cebola, deixe dourar os outros lados do frango
Quando o frango já estiver no ponto, adicione o quiabo
Adicione o sal, se necessário
Espere que a água seque um pouco e, então, desligue e sirva

Água com sumo de limão para emagrecer rapidamente

Podemos emagrecer alguns quilos em poucos dias de forma natural, sem ter que tomar medicamentos ou outro.
Vais precisar de:
1 garrafa de meio litro de água
Sumo de 2 limões
Como preparar:
Prepara à noite uma garrafa de meio litro de água e sumo de 2 limões.
Põe a garrafa em cima da tua mesa de cabeceira.
Como tomar:
De manhã antes de te levantares bebe a toda a mistura e deverás fazer isto durante 3 a 4 dias seguidos sem deixar de fazer as refeições.

semi-frio de iorgut

Ingredientes:

2 embalagens de gelatina de morango, para cada meio litro de água cada
4 iogurtes naturais magros
1 ltr de água
2 latas de leite condensado
400ml de creme de leite
100ml de leite
10 folhas de gelatina

Preparação:

Para dar inicio à realização da receita de Semi-frio de Iogurte, deve começar por colocar o gelatina em pó dentro de uma tigela e misturá-la com água a ferver. De seguida, misture a água fria e misture muito bem. Deve colocar a gelatina numa forma molhada, e levá-la ao congelador para que esta solidifique.
Entretanto, quando a gelatina de morango já estiver solidificada, demolhe as folhas de gelatina em água fria, durante mais ou menos 5 minutos. Pegue num tacho, e leve ao lume o leite. Quando este começar a ferver, junte as folhas de gelatina escorridas e envolva-as muito bem no leite.
Agora, bata muito bem o creme de leite até que fiquem bem firmes. De seguida, junte o leite condensado, os iogurtes e o leite já envolvido com as folhas de gelatina. Bata tudo muito bem até que fique bem misturado.
Este preparado deve ser colocado, com cuidado, por cima da gelatina de morango, e deixe ír na geladeira durante mais ou menos 4 horas.
Depois de tudo muito bem solidificado, passe com uma faca à volta da forma, para que a gelatina se vá separando da taça. Coloque, depois, a forma em água quente, durante alguns segundos, e desenforme.

Está pronta esta delicia bem fresquinha!

Bolo de chocolate com maltesers

Ingredientes

1 xícara de açúcar mascavado
1/2 xícara de margarina
1/4 xícara de leite
1 xícara de maizena
1/2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de cacau em pó
3 ovos
3 xícaras maltesers
RECHEIO
2 xícaras de chantilli
COBERTURA
200g de chocolate negro
1/2 xícara de natas (creme de leite)

8 porções| 60 minutos

Modo de Preparação

Pré-aqueça o forno a 180º.
Forre uma forma com papel vegetal, unte com manteiga e polvilhe com farinha.
Junte o açúcar mascavado com a manteiga e o leite. Bata durante cerca de 3 minutos até obter um creme homogéneo.
Num outro recipiente, junte as farinhas, o chocolate em pó e os ovos. Adicione o preparado anterior e bata muito bem até obter uma massa uniforme e macia.
Leve ao forno por aproximadamente 50 minutos.
Retire o bolo do forno parta-o em 3 partes e recheie cada uma delas com o chantilli. Sobreponha todas as partes do bolo novamente.
Faça a cobertura, levando ao lume as natas com o chocolate negro até que o chocolate derreta.
Cubra o bolo com este preparado e decore com os maltesers.

O que é Diabetes mellitus?

O que é Diabetes mellitus?

Diabetes mellitus (DM) é uma condição na qual o pâncreas para de produzir  o hormonio insulina ou as células param de responder à insulina que é produzida, fazendo com que a glicose sangüínea não seja absorvida pelas células do organismo e causando o aumento dos seus níveis na corrente sangüínea.
Existem dois tipos principais da doença. O diabetes tipo 1 (DM1) e o tipo 2 (DM2).

Diabetes mellitus tipo 1. O que é?

O Diabetes mellitus é o tipo de predominancia na infância e na adolescência, a idade em que ela se inicia geralmente é de 10 aos 14 anos (pico de incidência). Porém, a incidência (número de casos novos) do DM2 está aumentando nesta faixa etária nos últimos anos.
O DM tipo 1 resulta da destruição das células beta do pâncreas – células produtoras de insulina. Esta destruição é mediada por respostas auto-imunes celulares. Ou seja, o próprio organismo destrói suas células, levando ao aumento da glicose no sangue por déficit absoluto de produção de insulina.
As manifestações clínicas na infância e na adolescência variam desde a cetoacidose – que muitas vezes é o evento inicial da doença, até uma hiperglicemia pós-prandial. As manifestações podem ser desencadeadas pela presença de infecção ou outra condição de estresse ao organismo. Apesar de rara na apresentação inicial, a obesidade não exclui o diagnóstico de DM1.
O DM1 associa-se com relativa freqüência a outras doenças auto-imunes como tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Graves, doença de Adison, vitiligo e anemia perniciosa. Recomenda-se investigar rotineiramente a doença auto-imune da tireóide e, se possível, também a doença celíaca nas pessoas que têm DM1, devido a sua maior prevalência (número de casos existentes de determinada doença).

Diabetes mellitus tipo 2. O que é?

O Diabetes tipo 2 é considerado uma das grandes epidemias do século XXI e afeta quase 90% das pessoas que têm diabetes, sendo o tipo mais comum.
Ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto. A glicose é o combustível que as células do corpo usam para obter energia. O diabetes  tipo 2 ocorre quando não há produção suficiente de insulina pelo pâncreas  ou porque o corpo se torna menos sensível à ação da insulina  que é produzida - a chamada resistência à insulina. A insulina  ajuda o corpo a levar a glicose para dentro das células.
Os sintomas incluem aumento da freqüência urinária, letargia, sede excessiva e aumento do apetite – muitas vezes não acompanhado de ganho de peso.
É uma doença crônica que pode causar complicações à saúde; incluindo insuficiência renal, doenças do coração, derrame (acidente vascular cerebral) e cegueira.
Em termos mundiais, cerca de 240 milhões de indivíduos apresentam DM, com uma projeção de 366 milhões para o ano de 2030, dos quais dois terços serão habitantes de países em desenvolvimento. Infelizmente, cerca de metade das pessoas com DM desconhecem que são portadores desta condição e não podem, dessa forma, prevenir suas complicações.
No Brasil, o número estimado de portadores de DM é de aproximadamente 16 milhões de pessoas.

Pré-diabetes. O que significa este conceito?

É a condição em que os níveis de glicose são mais altos que o normal, mas não tão altos para dar o diagnóstico de DM2 (o tipo mais freqüente). Pessoas com pré-diabetes têm maiores riscos para desenvolver diabetes  tipo 2, doenças do coração e derrames (acidentes vasculares cerebrais). Uma vez cientes desta condição, podem iniciar medidas preventivas.

Quais são as causas do DM?

No DM1, a causa básica é uma doença auto-imune que lesa irreversivelmente as células beta do pâncreas (células produtoras de insulina). Nos primeiros meses após o início da doença, são detectados no sangue anticorpos - anticorpo anti-ilhota pancreática, anticorpo contra enzimas das células beta (anticorpos antidescarboxilase do ácido glutâmico - antiGAD, por exemplo) e anticorpos anti-insulina.
No DM2, ocorrem diversos mecanismos de resistência à ação da insulina. O estilo de vida moderno tem papel fundamental no desenvolvimento do diabetes, quando consiste em hábitos que levam ao acúmulo de gordura principalmente na região abdominal. Tipo de distribuição de gordura que é mais relacionado ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O que se sente?

Os sintomas do aumento da glicemia são: sede excessiva, aumento do volume urinário e do número de micções, hábito de urinar durante a  noite, fadiga, fraqueza, tonturas, visão borrada, aumento de apetite e  perda de peso.
Estes sintomas clássicos do diabetes muitas vezes passam despercebidos ou não são valorizados pelos portadores desta condição. 
Estes sintomas tendem a ir se agravando e podem levar a complicações severas e agudas como a cetoacidose diabética (no DM1) e o coma hiperosmolar (no DM2), caso a doença não seja diagnosticada, nem tratada.
Os sintomas das complicações que ocorrem a longo prazo, ou seja, aquelas decorrentes da hiperglicemia mantida ao longo dos anos, envolvem alterações visuais, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas, ortopédicas e problemas cardíacos.

Como o médico faz o diagnóstico?

Além dos sintomas e sinais clássicos da doença, que podem não estar presentes precocemente, o diagnóstico laboratorial do Diabetes mellitus é estabelecido pela medida da glicemia no soro ou plasma, após um jejum de 8 a 12 horas e também pela dosagem da glicemia 2 horas após sobrecarga com glicose (glicemia 2 horas após-sobrecarga). O diagnóstico sempre deve ser confirmado com uma segunda medida.
Os parâmetros para o diagnóstico de diabetes são:
Critérios para a presença de anormalidades da tolerância à glicose, segundo a ADA-2005:


Quando ambos os exames são realizados (glicemia de jejum e TOTG de 2h), GJA ou TGD podem ser diferenciados.


*O diagnóstico de diabetes requer confirmação em uma outra coleta.
(Adaptado da American Diabetes Association - ADA 2005)

Quais os objetivos do tratamento?
O objetivo principal é manter os níveis glicêmicos o mais próximo dos valores considerados normais. Também é importante manter os níveis adequados de colesterol, controlar a pressão arterial e o peso corporal de acordo com o que se segue:

Glicemia plasmática (mg/dl)*:
Jejum: 110 ou 100 (ADA, 2004)
Pós-prandial: 140-180
Glicohemoglobina (%)*: 1% acima do limite superior do método

Colesterol (mg/dl):
Total: < 200
HDL: > 45
LDL: < 100
Triglicérides: < 150

Pressão arterial (mmHg):
Sistólica: < 130**
Diastólica: < 80**

Índice de Massa Corporal - IMC*** (kg/m²): 20-25  kg/m².

* : Quanto ao controle glicêmico, deve-se procurar atingir valores os mais próximos do normal. Como muitas vezes não é possível, aceita-se, nesses casos, valores de glicose plasmática em jejum até 126 mg/dl e pós-prandial (duas horas) até 160 mg/dl, e níveis de glicohemoglobina até um ponto percentual acima do limite superior do método utilizado. Acima desses valores, é sempre necessário realizar intervenção para melhorar o controle metabólico.
** : The Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detectation, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure (JNC 7). JAMA 2003; 289:2560-72.
***:  Índice de Massa Corporal – IMC. É a medida mais usada  na prática para saber se  uma pessoa é considerada obesa ou não. Ele é calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros.

Quais são as complicações do DM?

O desenvolvimento das complicações crônicas está relacionado ao tempo de exposição à hiperglicemia.
As complicações do diabetes são divididas em dois grupos.
O primeiro deles se refere à elevação brusca da glicose no sangue, hiperglicemia. Ela pode levar o paciente a urinar excessivamente, sentir muita sede, emagrecer, desidratar e até perder a consciência, chegando ao coma diabético, mais freqüente em pessoas com DM1.
O segundo grupo de complicações são as decorrentes da glicemia aumentada e mantida durante meses ou anos, podendo levar a alterações vasculares no coração, nos olhos (retinopatia), nos rins (nefropatia) e nos nervos (neuropatia). Essas situações acontecem, principalmente, nos pacientes com o tipo 2 do diabetes.
A doença cardiovascular é a primeira causa de mortalidade nos indivíduos com DM2, a retinopatia a principal causa de cegueira adquirida, a nefropatia uma das maiores responsáveis pelo ingresso em programas de diálise e o pé diabético importante causa de amputações de membros inferiores.

Mesmo com a glicemia controlada, existem exames que devem ser feitos periodicamente pelos diabéticos?
Caso o diabetes esteja sendo bem controlado, existem exames que podem ser feitos para monitorar as complicações do diabetes e evitar sua progressão. São eles:
Dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c): deve ser mantida sempre menor do que 7%
Exame de fundo de olho: faz a análise da retina do diabético
Dosagem da microalbuminúria: verifica a presença de pequenas quantidades de proteínas na urina que podem causar nefropatia
Aferição da pressão arterial
Lipidograma ou dosagem de colesterol
Exame dos pés: para evitar as lesões do pé diabético e amputações de membros inferiores

Perguntas que você pode fazer ao seu médico:

- O que muda na minha rotina após o diagnóstico de diabetes?
- Quais as minhas chances de ter um filho com diabetes?
- Devo usar produtos light ou diet? Qual a diferença entre eles?
- Além do açúcar, existem outros alimentos que não devo usar?
- Como aplicar corretamente a insulina?
- O diabetes implica em alguma mudança na minha vida profissional?
- O que é o cálculo de contagem de carboidratos?
- Posso usar isso para comer doces usando insulina de ação ultra-rápida para evitar a hiperglicemia?